Um dia, o executivo de uma grande empresa contratou, pelo telefone, um jardineiro autônomo para fazer a manutenção do seu jardim.
Chegando em casa, o executivo viu que estava contratando um garoto de apenas 16 anos de idade. Contudo, como já estava contratado, ele pediu para que o garoto executasse o serviço.
Quando terminou, o garoto solicitou ao dono da casa permissão para utilizar o telefone e o executivo não pôde deixar de ouvir a conversa.
O garoto ligou para uma mulher e perguntou:
– A senhora está precisando de um jardineiro?
– Não. Eu já tenho um, foi sua resposta.
– Mas, além de aparar a grama, frisou o garoto, eu também tiro o lixo.
– Nada demais, retrucou a senhora, do outro lado da linha. O meu jardineiro também faz isso.
O garoto insistiu:
– Eu limpo e lubrifico todas as ferramentas no final do serviço.
– O meu jardineiro também, tornou a falar a senhora.
– Eu faço a programação de atendimento, o mais rápido possível.
– Bom, o meu jardineiro também me atende prontamente. Nunca me deixa esperando. Nunca se atrasa.
Numa última tentativa, o menino arriscou:
– O meu preço é um dos melhores.
– Não, disse firme a voz ao telefone. Muito obrigada! O preço do meu jardineiro também é muito bom.
Desligado o telefone, o executivo disse ao jardineiro:
– Meu rapaz, você perdeu um cliente.
– Claro que não, respondeu rápido. Eu sou o jardineiro dela. Fiz isto apenas para medir o quanto ela estava satisfeita comigo.
“A câmera fotográfica nos retrata por fora, mas, o trabalho nos retrata por dentro.” – André Luiz
Reflexão no site www.meusonhonaotemfim.org.br
