O casamento nasceu como uma união indissolúvel, celebrada por um sacramento, com origem no ano em 392 vindo a substituir antigos costumes de poligamia. A união entre homens e mulheres era então o resultado de renitências pagãs, de interesses políticos e de uma poderosa evangelização.
Penso que na evolução da sociedade “sapiens” nada mudou tanto quanto essa instituição. Evolução? Involução? Revolução? Opiniões se dividem, não podemos negar entretanto, que a sociedade buscou à sua maneira, uma adaptação do casamento às suas necessidades atuais.
Mudanças de comportamento e de costumes, fizeram do casamento um amálgama que foi tomado novas formas e que com a chegada do divórcio em 1977, direciono neste momento a temática ao Brasil deu então aos cônjuges, a possibilidade legal da dissolução daquilo que era até então, indissolúvel.
Claro que com essas novas possibilidades que desde então prosperaram, a sociedade assistiu, muitas vezes incrédula, inicialmente, mas na seqüência, já não se surpreendia mais, a muitos modelos de união: – Família matrimonial: Casamento tanto entre casais heterossexuais quanto homo afetivos.
Família informal: união estável tanto entre casais héteros quanto homo afetivos.
Muitos outros modelos juridicamente aceitos existem, mas a grande novidade é o casamento de mais de duas pessoas, chamado trisal. Já se recuperou do susto? Nem se abalou? Pois é, é como é!!
Aonde chegamos, porquê chegamos e como chegamos, podemos deixar para os sociólogos de plantão discutirem, negável,porém, é,que muito do romantismo cantado em prosas e versos e que era ligado ao casamento perfeito, não importando o quanto teatral fosse, deu lugar ou pelo menos , poderia ter dado, a uma relação mais humana, mais real, mais companheira, mais atingível entre as pessoas envolvidas. O “eu te amo” deu lugar ao “ eu gosto de você” , ou seja, o lúdico amor irrestrito, cedeu espaço ao real relacionamento de dificuldades e superações conjuntas, permitindo ao outro a possibilidade de ser falível e de que o “Até Que A Morte Nos separe” (que não deixava de ser a própria sentença de morte), ser substituído por “até que a nossa própria convivência nos separe”.
A ideia é poder ter maior liberdade, sem que com isso comprometa-se o respeito.
“A melhor pessoa para você – como diz Alain de Botton, pensador contemporâneo, não é aquela que tem os mesmos gostos, mas a que sabe negociar as diferenças de gosto de forma inteligente e positiva, a que sabe discordar. A capacidade de tolerar diferenças é a verdadeira marca da “pessoa certa”. Compatibilidade é uma conquista do casamento, e não um pré-
requisito.
Partindo desse pressuposto, não há duvida, nós os “sapiens”, evoluímos muito no que diz respeito à casamento.
E você cara pálida, que apito toca???
Edmilson Fabrri - Jan/19 Imagem: pixabay.com - puzzle-1721592_1920
