E se você parasse de tentar agradar todo mundo?

E se você parasse de tentar agradar todo mundo?

E se você parasse de tentar agradar todo mundo?

Existe uma pergunta que talvez você precise fazer a si mesmo:

Quantas decisões da sua vida você tomou porque realmente queria… e quantas tomou porque tinha medo de decepcionar alguém?

Pode parecer uma pergunta simples, mas ela pode revelar muito sobre a forma como você se relaciona consigo mesmo.

Desde cedo, aprendemos que ser uma “boa pessoa” significa ajudar, compreender, ceder, ouvir, estar disponível e evitar conflitos. Aprendemos a dizer “sim” mesmo quando queríamos dizer “não”. A sorrir quando estamos desconfortáveis. A esconder o que sentimos para não preocupar ninguém. A aceitar situações que nos machucam porque temos medo de parecer egoístas.

E, aos poucos, algo perigoso pode acontecer:

começamos a construir uma vida baseada nas expectativas dos outros.

Você aceita aquele convite mesmo cansado.

Concorda com uma opinião que não compartilha.

Evita dizer o que pensa para não gerar uma discussão.

Coloca as necessidades de todo mundo na frente das suas.

Pede desculpas mesmo quando não fez nada de errado.

E, quando percebe, já não sabe mais responder a uma pergunta aparentemente simples:

“O que eu quero?”

Porque passar muito tempo tentando corresponder às expectativas externas pode fazer com que você perca o contato com as próprias necessidades.

Isso não significa que devemos ignorar as pessoas, agir de maneira egoísta ou fazer tudo aquilo que temos vontade sem considerar as consequências.

Significa entender que cuidar dos outros não deveria exigir o abandono de si mesmo.

Existe uma diferença enorme entre ser gentil e viver buscando aprovação.

Entre ajudar alguém e sentir que você precisa ser útil para ter valor.

Entre considerar a opinião de alguém e depender dela para tomar qualquer decisão.

Entre escolher estar presente e sentir que você não pode dizer “não”.

E talvez uma das partes mais difíceis desse processo seja perceber que, quando você começa a estabelecer limites, algumas pessoas podem não gostar.

E tudo bem.

Nem toda pessoa que se incomoda com o seu limite está sendo prejudicada por ele.

Às vezes, ela apenas estava acostumada com a versão de você que nunca dizia não.

A versão que sempre estava disponível.

A versão que aceitava tudo.

A versão que se colocava em último lugar.

Por isso, aprender a dizer “não” pode ser desconfortável no começo.

Você pode sentir culpa.

Pode pensar que está sendo uma pessoa ruim.

Pode imaginar que alguém ficará decepcionado.

Pode até sentir vontade de voltar atrás.

Mas sentir culpa não significa necessariamente que você fez algo errado.

Às vezes, a culpa aparece simplesmente porque estamos fazendo algo diferente do que fomos ensinados a fazer.

E estabelecer limites é uma dessas coisas.

Talvez você tenha passado muito tempo acreditando que precisava ser compreensivo com todo mundo.

Mas quem compreende você?

Talvez tenha aprendido a ouvir os problemas de todos.

Mas quem escuta os seus?

Talvez tenha se acostumado a perguntar “você está bem?” para todas as pessoas.

Mas há quanto tempo você não pergunta isso para si mesmo?

A psicologia nos convida justamente para esse olhar.

Não para transformar você em alguém que não se importa com os outros, mas para ajudá-lo a compreender por que você sente tanta necessidade de aprovação, por que dizer não pode ser tão difícil e por que colocar limites pode despertar tanta culpa.

Porque, muitas vezes, por trás da necessidade de agradar existe algo mais profundo.

O medo de ser rejeitado.

O medo de decepcionar.

O medo de não ser suficiente.

O medo de que, se você deixar de fazer tudo por alguém, essa pessoa deixe de gostar de você.

Mas talvez exista uma verdade que você precise lembrar:

Você não precisa estar constantemente se sacrificando para merecer amor.

Você não precisa dizer sim para ser uma pessoa boa.

Não precisa estar disponível o tempo inteiro para ser importante.

Não precisa esconder aquilo que sente para manter todos ao seu redor confortáveis.

E não precisa diminuir quem você é para caber nas expectativas de alguém.

Crescer emocionalmente também é aprender que algumas pessoas vão gostar de você, outras não. Algumas vão entender seus limites, outras vão questioná-los. Algumas vão permanecer, outras vão se afastar.

E isso faz parte da vida.

Porque viver não é conseguir a aprovação de todos.

É conseguir construir uma relação honesta consigo mesmo.

Então, talvez hoje você possa começar com uma pequena mudança.

Antes de responder “sim”, pergunte:

“Eu realmente quero fazer isso ou estou com medo de dizer não?”

Antes de aceitar uma situação que incomoda, pergunte:

“Estou escolhendo isso ou estou tentando evitar a desaprovação de alguém?”

E antes de se colocar novamente em último lugar, pergunte:

“Se fosse alguém que eu amo vivendo exatamente o que estou vivendo, eu aconselharia essa pessoa a continuar se anulando?”

Talvez as respostas não sejam fáceis.

Mas elas podem ser importantes.

Porque, no final, existe uma diferença entre ser amado por quem você realmente é e ser aceito apenas pela pessoa que você criou para agradar os outros.

E talvez uma das formas mais bonitas de cuidar da sua saúde mental seja começar, aos poucos, a voltar para si.

Sem culpa.

Sem pressa.

Sem precisar pedir permissão.

Você também merece ocupar um lugar na sua própria vida.

Agende sua Consulta

Última postagem

Artigos

Liberdade também é cuidar de si

Quando pensamos em liberdade, muitas vezes imaginamos a possibilidade de escolher nossos próprios caminhos, tomar decisões e conduzir a vida de acordo com aquilo em que acreditamos. Mas existe uma

Leia mais»